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11 Março, 2008

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Pas Le Temps De Vivre

11 Março, 2008

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O Convite 11 Março, 2008

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Não me interessa o que você faz para viver. Quero saber o que você deseja ardentemente, e se você se atreve a sonhar em encontrar os desejos do seu coração. 

Não me interessa quantos anos você tem. Quero saber se você se arriscaria a aparentar que é um tolo por amor, por seus sonhos, pela aventura de estar vivo. Não me interessa quais os planetas que estão em quadratura com a sua lua. Quero saber se você tocou o centro de sua própria tristeza, se você se tornou mais aberto por causa das traições da vida, ou se tornou murcho e fechado por medo das futuras mágoas. 

Quero saber se você pode sentar-se com a dor, minha ou sua, sem se mexer para escondê-la, tentar diminuí-la ou tratá-la. Quero saber se você pode conviver com a alegria, minha ou sua, se você pode dançar loucamente e deixar que o êxtase tome conta de você dos pés à cabeça, sem a cautela de ser cuidadoso, de ser realista ou de lembrar das limitações de ser humano. 

Não me interessa se a história que você está contando é verdadeira. Quero saber se você pode desapontar alguém para ser verdadeiro com você mesmo; se você pode suportar acusações de traição e não trair sua própria alma. Quero saber se você pode ser leal, e portanto, confiável. 

Quero saber se você pode ver a beleza mesmo quando o que vê não seja bonito todos os dias, e se você pode buscar a fonte de sua vida da presença de Deus. Quero saber se você pode conviver com o fracasso, seu e meu, e ainda postar-se à beira de um lago e gritar à lua cheia prateada: “Sim!

Não me interessa saber onde mora e quanto dinheiro você tem. Quero saber se você pode levantar depois de uma noite de tristeza e desespero, cansado e machucado até os ossos e fazer o que tem que ser feito para as crianças. 

Não me interessa quem você é, como chegou até aqui. Quero saber se você vai se postar no meio do fogo comigo e não vai se encolher. 

Não me interessa onde ou o que ou com quem você estudou. Quero saber o que o segura por dentro quando tudo o mais fracassa. Quero saber se você pode ficar só consigo mesmo e se você verdadeiramente gosta da companhia que consegue nos momentos vazios .

Oriah Mountain Dreamer 

Parar de fumar 11 Março, 2008

Posted by leninha in Alemanha.
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Este ano em setembro irá fazer 5 anos que eu parei de fumar, eu venho de uma família de fumantes, pai, mae e irmas, meu pai e minha mae também pararam minhas  irmas ainda fumam (a polaca nao) o que eu acho uma pena, um desperdício de saúde e juventude. Eu fui fumante por longos 13 anos, comecei á fumar de brincadeira, mas quando dei o primeiro trago e vi a fumacinha do cigarro saindo da minha boca em formato de cone, a brincadeira acabou pois me apaixonei pelo cigarro e passei á fumar cada dia mais, até que cheguei ao absurdo de estar fumando 40 cigarros por dia, isso quando eu ficava em casa á noite, pois quando eu saía para algum barzinho fumava mais 20. Eu sou uma pessoa de hábitos saudáveis, adoro nadar, nao como carne vermelha e de porco faz 23 anos e amo saladas e legumes, e contraditoriamente fumava, eu realmente gostava de fumar, sentia o cigarro como parte de mim, do que eu sou, fumar para mim era muito mais do que um vício entretanto no ano novo de 2003 decidi que eu iria parar de fumar até o final do ano, idéia que fui amadurecendo todos os dias, me perguntando porque afinal eu fumava, pensando o quanto este vício era prejudicial á minha saúde e que realmente nao combinava comigo. No mês de julho de 2003 conheci meu marido, que nunca fumou e nao suporta fumantes ao seu lado, e que por irônia do detisno se apaixonou por mim, uma chaminé ambulante, mas o que é que a gente nao faz por amor? Por amor próprio e amor á ele parei de fumar, prometi á ele quando ele voltou para a Alemanha que quando eu fosse para a Alemanha eu nao iria fumar mais, e assim o fiz, fumei meu último cigarro no aeroporto de Guarulhos antes do meu embarque e nunca mais toquei em um cigarro, já se passaram quase 5 anos e o que posso dizer como ex fumante é que até hoje a vontade de fumar um cigarrinho permanece, já cheguei á sonhar várias vezes que estava fumando, ao parar de fumar senti realmente que deixei muito mais além do cigarro, deixei de viver um parte do que eu era como fumante, foi como se um lado da minha personalidade tivesse sido enterrado ainda vivo, como se eu tivesse anulado uma parte do que eu sou. Assim como a maioria do ex fumantes relatam,  eu nao senti nenhuma mudanca no meu paladar, apenas passei á sentir mais fome, por um outro lado sinto-me mais saudável e minha pele está com um aspecto muito melhor e mais jovem, tenho muito mais fôlego para nadar e me sinto mais calma, menos ansiosa depois de deixar de fumar. Parar de fumar foi a parte mais fácil, apenas na primeira semana senti um pouco, foi como estar me recuperando de uma gripe, por incrível que pareca nao senti nenhuma crise de abstinência física, a pior parte foi mesmo a emocional, o desapego de um companheiro, o que prova que a minha relacao com o cigarro era muito mais emocional que física. Resolvi falar hoje sobre este assunto aqui no blog para dar um incentivo á mais á aqueles que estao tentando parar de fumar, sei que cada indíviduo é diferente, e sofre um processo diferente, mas mesmo assim se eu tivesse que dar uma fórmula para quem quer parar de fumar daria a minha: Pare de fumar de uma fez só. Mate o seu vício ainda que vivo, seja por amor próprio ou por alguém que te ama, garanto que você só irá ganhar em qualidade de vida e se sentirá orgulhoso de si próprio por ter superado um vício tao destrutivo que é o hábito de fumar. E para completar use o dinheiro que você usava para comprar cigarros pagando uma academia, investindo na sua saúde e auto estima.

Boa Sorte!